entrada da missa II

Ministério da visitação –

Texto de: SILVA, Patrícia. Ministério da visitação. São Paulo, Paulinas 2014, pp. 38-43.

Onde acontecem as visitas?

As visitas poderão acontecer nas casas e em todos os lugares onde as pessoas estejam, como locais de trabalho, escolas, hospitais e tantos outros.

Etapas da visita

Primeiro, deve ser dado um treinamento aos/às visitadores/as. Depois, organizam-se as equipes de visitação, possivelmente duplas, até rememorando a proposta de Jesus: “O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda a cidade e lugar onde ele mesmo devia ir” (Lc 10,1).

Definem-se também a data e o endereço (bairro) das famílias ou grupo a serem visitados.

Os visitadores também se preocupam em “como se apresentar”, “como chegar”, “como agir”, “o que dizer”, e outras questões.

A identificação deverá ser não apenas oral, mas através de crachá com nome, paróquia e diocese que representa.

O que levar? Costuma-se levar a Bíblia e o rosário, como sinais da Igreja católica.

A visita não deve ser longa. Não deve ultrapassar 20 minutos.

Deverá ser feito um Roteiro de visita, embora não se deva ficar preso a ele. Por exemplo:

a) Saudação

Foi a primeira manifestação de Maria ao visitar Isabel. Como a Mãe de Jesus todo/a visitador/a leva Deus para as pessoas que visita. Se souber o nome de alguém da família, chame esta pessoa pelo nome. A saudação poderá ser: “Boa noite. Viemos com a paz de Jesus Cristo para esta casa”. Ou ainda, como fez o Papa Francisco em sua vinda ao Brasil: “Trago para vocês o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: ‘A paz de Cristo esteja com vocês!’”.

b) Apresentação

Os/as visitadores/as devem se apresentar. Dizer quem são: o nome de cada membro da equipe, a comunidade que representam e o Ministério da visitação que desempenham. Dizer também que foram enviados pela comunidade, que tem como presidente o Padre N. E, ainda, o porquê da visita. Por exemplo: “Somos católicos da Paróquia N. Viemos visitá-los e, se permitirem, queremos rezar com vocês e abençoar sua casa. Além de você(s) há outras pessoas em casa? Pode(m) chamá-las?”. É preciso também escutar o que a família visitada tem a dizer: como está, como vive, dificuldades, preocupações, alegrias…

c) Leitura bíblica

Feitas as apresentações, sugerir: “Podemos, agora, ler juntos um texto bíblico para ver o que Deus quer nos dizer?”. O texto do Evangelho deve ser preparado anteriormente. Pode ser um ensinamento de Jesus ou um fato. Por exemplo:

  • visita à casa de Pedro – Mc 1,29-31;
  • visita à casa de Mateus – Mt 9,9-13;
  • visita à casa de Jairo – Mc 5,35-42;
  • visita à casa de Simão, o leproso – Mt 26,6-10;
  • visita à casa de Simão, o fariseu – Lc 7,36-50;
  • visita à casa de Maria e de Marta. Há duas visitas a esta casa de Betânia – Lc 10,32-42 e Jo 12,1-11;
  • visita a Zaqueu – Lc 19,1-10.

d) Reflexão

Perguntar: “O que este texto tem a dizer para nós hoje? Tem algo parecido ou diferente da nossa vida?”. Vamos reler o texto e ouvir o que as pessoas têm a dizer. Depois da releitura, cada um pode dizer o que achou de mais interessante. O/a visitador/a poderá fazer um resumo de tudo que for dito.

e) Oração

“Vamos, agora, com muita liberdade, colocar nossas intenções para a oração que vamos fazer.” Neste momento de oração, perguntar à família visitada se tem algum pedido para ser levado a Deus em oração; na oração devemos ser objetivos, evitando assuntos que não sejam do interesse da visita; agradecer a Deus pela família visitada e pelos seus vizinhos.

Colocadas as intenções, lembrando fatos, pessoas, situações, todos rezam o Pai-Nosso. No final, o/a visitador/a pronuncia uma bênção para a família:

Senhor, Jesus Cristo, fazei entrar nesta casa, com nossa humilde visita, a felicidade sem fim, a alegria serena, a caridade benfazeja, a saúde duradoura para todos os seus moradores. Desapareça desta casa toda a discórdia. Que a vossa presença ilumine a vida e os caminhos desta família. Manifestai, Senhor, em nós, a vossa paz e abençoai esta casa. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

f) Conclusão da visita

Agradecer a família pelo acolhimento. Perguntar se desejam outra visita, quando, em que horário… Se aceitarem, marcar a data da próxima visita.

g) Despedida

“Até logo. Que a graça e a paz de Deus permaneçam nesta casa.”

h) Avaliação

Depois da visita é muito importante que se faça uma avaliação.

A equipe, noutro momento, se reúne e avalia a própria atuação e a participação da família.

Para melhor avaliar é bom fazer um breve relatório da visita (para isto é recomendável utilizar uma ficha):

1. Nome da família visitada.
2. Endereço da família.
3. Data e hora da visita.
4. Temas abordados (Texto da Leitura Orante, Oração, intenções, dificuldades, interrogações).
5. Nome das pessoas que fizeram a visita.

i) Atitudes fundamentais ao visitar

1. Ser fiel ao objetivo da visita.
2. Saber ouvir sem interromper, sem corrigir, sem julgar, sem procurar dar respostas.
3. Não gritar. Falar em tom de voz baixo.
4. Não prolongar demais a visita. As visitas devem ser breves.
5. Se a visita for a algum doente, não pedir detalhes da doença nem fazer recomendações de medicação, mas motivá-lo a procurar tratamento médico.
6. Se possível, marcar a visita com antecedência.

j) Orientações práticas

1. É o amor de Cristo que motiva cada visita. “Em nome” e “por causa” dele é que visitamos.
2. Se surgirem divergências, o critério é ponderação e sensibilidade.
3. Evitar assuntos que possam causar mal-estar.
4. Fazer um esquema da visita e marcar na Bíblia o texto que for ler.
5. A visita seja feita em duplas, como recomendou Jesus.
6. Não fazer críticas à Igreja ou a pessoas, nem na família visitada nem fora dela.