A presença de Jesus no pobre e na Eucaristia

Pe. Antonio Francisco Lelo

Certa vez, dom Helder foi convidado a fazer uma procissão em desagravo ao Santíssimo Corpo de Cristo, que tinha sido profanado numa capela perto do mangue, na periferia do Recife. O assaltante, ao roubar a pobre capela, levou a âmbula e deixou cair pela rua barrenta as partículas consagradas. A população mobilizou-se e chamou o bispo.

Houve a procissão e a missa. No final, dom Helder disse, enfático: “Eu continuo vendo Jesus jogado no barro”. Os presentes não entenderam. Então, ele repetiu por mais duas ou três vezes, cada vez com mais ênfase. Por fim, concluiu: “O Cristo continuará profanado enquanto vocês viverem amassando lama todos os dias, pois são desrespeitados em sua dignidade”. O fato, relatado por dom Helder, ressalta as diversas presenças de Cristo tanto no culto como na vida.