“Eu sou a Porta”

O Papa Francisco explicou como deverá ser vivido o Jubileu: “Um Ano Santo para sentirmos intensamente em nós a alegria de ter sido reencontrados por Jesus, que veio, como Bom Pastor, à nossa procura, porque estávamos extraviados. Um Jubileu para nos darmos conta do calor do seu amor, quando nos carrega aos seus ombros e nos traz de volta à casa do Pai”.

Um Jubileu para pôr novamente no centro o sacramento da Reconciliação, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia. Aqueles que se colocarem no caminho do Senhor e abrirem seus corações à luz do Cristo, poderão, conclui o Papa, ser “transformados pela sua misericórdia para tornarem-se, também, testemunhas de misericórdia. Eis o motivo do Jubileu: porque este é o tempo da misericórdia”.

O Papa Francisco estabeleceu que, em cada Igreja particular, se abra igualmente, durante o Ano Santo, uma Porta da Misericórdia. Dessa forma, cada Igreja particular estará diretamente envolvida na vivência deste Ano Santo, como um momento extraordinário de graça e renovação. “Portanto, o jubileu será celebrado, quer em Roma, quer nas Igrejas particulares, como sinal visível da comunhão da Igreja inteira” (O rosto da Misericórdia, n. 3).

O rito de abertura da Porta Santa expressa simbolicamente que, durante o tempo jubilar, oferece-se aos fiéis um caminho extraordinário para a salvação. O Ano Santo é sempre uma oportunidade para aprofundar a fé e viver com renovado empenho o testemunho cristão. Os fiéis que por ela passam, cumprindo com as exigências da Igreja, poderão obter indulgências por ocasião do Ano Santo.

Todo cristão poderá beneficiar-se de indulgência plenária, observando as seguintes condições: arrependimento e confissão dos seus pecados, assistir à Santa Missa, rezar um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória nas intenções do Papa nos dias que visitar um local designado, passando pela Porta da Misericórdia. Praticar as obras de misericórdia espirituais e corporais como realização da missão de Jesus de levar uma palavra e um gesto de consolação aos pobres, anunciar a libertação a quantos são prisioneiros das novas escravidões da sociedade, devolver a vista a quem já não consegue ver porque vive curvado sobre si mesmo…