Se queremos anunciar Jesus Cristo, nossa atitude será missionária, como também a paróquia a qual pertencemos se revestirá desse mesmo espírito. O Papa Francisco, invertendo a parábola da ovelha perdida, diz-nos que hoje deixamos protegida uma ovelha e saímos em busca das noventa e nove dispersas. Visitar, acolher e escutar são movimentos básicos do missionário e de uma comunidade que se incomoda com quem está afastado. Essas atitudes colocam-se diretamente na mão contrária da atual burocracia de muitos expedientes paroquiais.

As Pastorais da Visitação, da Acolhida e da Escuta serão de grande valia para expressar a Igreja que vai ao encontro daquele que está afastado ou que nunca se sentiu Igreja. Propicia condições para que a experiência pessoal de fé ou a descoberta do sentido de Deus seja acolhida na comunidade.

Importa valorizar o encontro pessoal, como caminho de evangelização. Nele se aprofundam laços de confiança e experiências de vida são partilhadas […]. Através da visitação, do contato pessoal, contínuo e organizado, manifesta-se a iniciativa do discípulo missionário, que não espera a chegada do irmão ou irmã, mas vai ao encontro de cada um, de cada uma e de todos.[1]

[1]   CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2008-2010. São Paulo: Paulinas, 2008, n. 117. (Documentos CNBB 87).