Palavras chaves para você tirar suas dúvidas: 


Catecumenato: palavra grega que quer dizer lugar onde ressoa alguma mensagem. É a fase em que os candidatos se preparam para receber os sacramentos do batismo, da confirmação e da eucaristia. Começa com a celebração da instituição dos catecúmenos. Sua duração varia de acordo com as possibilidades pastorais e termina com a celebração da inscrição do nome, normalmente no início da Quaresma que precede a recepção dos sacramentos. Neste tempo, ocorre a celebração da Palavra, como também a dos exorcismos menores e das bênçãos. O método catecumenal baseia-se, fundamentalmente, na interação catequese-liturgia-conversão dos costumes.
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Catecúmeno: no sentido próprio, é aquele que foi admitido oficialmente para iniciar a preparação para receber os sacramentos do batismo, da confirmação e da eucaristia. Os catecúmenos já são considerados membros da Igreja e gozam dos direitos previstos pelo Direito Canônico. No sentido amplo, designa aquele que não foi batizado.
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Conversão: atitude permanente de quem se dispõe a seguir Cristo. Implica mudança interior de visão da vida e do mundo e conseqüente mudança de hábitos, a partir do confronto da mentalidade e dos costumes da sociedade com a prática e os ensinamentos de Jesus Cristo.
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Eleito: é assim chamado aquele que se inscreveu, após o período do catecumenato, para receber o batismo e foi aceito pela comunidade. Na celebração de inscrição do nome, já é designado como tal. A eleição baseia-se no amor preveniente de Deus, que estabelece a aliança com seu povo, novo Israel, portanto acolhe o candidato e é fiel a suas promessas.
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Entrega: durante o período da iluminação, a Igreja confia aos eleitos os documentos de sua fé presentes na oração do “Creio”, Símbolo da fé, e na oração do Senhor. Esses são entregues em celebrações distintas e, na semana seguinte, os candidatos deverão rezá-las solenemente diante da comunidade.
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Epiclese: (grego: epi, sobre; kaleo, invocar, chamar). Refere-se à invocação do Espírito Santo, na liturgia, sobre coisas ou pessoas, para que produza um efeito determinado. As orações de exorcismos, as bênçãos e as fórmulas sacramentais contêm a invocação explícita do Espírito Santo. Muitas vezes, essas fazem referência ao Espírito, a partir de seus sinônimos: graça, dom, unção, orvalho, água viva etc.
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Escrutínio: (perscrutar, perceber o sentido mais profundo). São celebrações próprias do tempo da iluminação que ocorrem preferentemente no 3o, 4o e 5o domingo da Quaresma que antecede imediatamente a celebração dos sacramentos de iniciação. Nesses domingos são proclamados, respectivamente, os evangelhos da samaritana, com o tema da água viva (Jo 4,5-42); do cego de nascimento e a luz da vida (Jo 9,1-41); da ressurreição de Lázaro e a plenitude da vida(Jo 11,1-45). O escrutínio é realizado após a homilia desses evangelhos e consta de orações pelos eleitos e de um exorcismo. Têm o objetivo de preparar o eleito para receber os sacramentos, afastando-o progressivamente das ciladas do inimigo, ao mesmo tempo que possibilitam a entrada de Deus no seu coração para prová-lo, corrigindo o que há nele de impuro.
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Exorcismos: são realizados no tempo do catecumenato e nos escrutínios no tempo da iluminação. No seu conjunto, estão dirigidos a Deus,ou a Cristo, e de forma positiva. O ser humano por si só não tem nem força, nem coragem para desprender-se da dinâmica do mal à qual se sente preso. Na linha de uma teologia mais “positiva”, longe de uma demonologia inquietante, esses exorcismos, depois de terem enumerado eventualmente os pecados, rogam para que Deus dê forças para o crescimento da fé, da conversão e de todas as virtudes cristãs.
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Fenomenologia religiosa: tem como objeto apresentar a relação do ser humano, em sua abertura religiosa, com suas manifestações simbólicas, que dizem respeito à compreensão da vida, à sua forma de aglutinar-se e relacionar-se em comunidades ou grupos culturais.
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Iluminação: última etapa de preparação dos candidatos para receber os sacramentos de iniciação cristã. Ocorre normalmente na Quaresma que precede a celebração dos sacramentos. Objetiva que o eleito adquira um profundo sentido de Cristo e da Igreja para que existencialmente possa perceber o mistério de salvação revelado em Cristo e presente na sua Igreja. É o tempo da mais intensa preparação espiritual, quando se realizam os três escrutínios, a entrega do Símbolo da fé (Creio) e da oração do pai-nosso.
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Iniciação: termo sacral que vem do verbo latino initiare, que por sua vez deriva do substantivo initium, princípio, cuja raiz deriva do termo latino in-eo, entrar dentro. Sugere, ainda, a idéia de introduzir alguém em algo e serve para designar os ritos mediante os quais “se entra” na associação mistérica, participando dos benefícios e da salvação que derivam de tal ingresso. Introdução a uma situação nova, que comporta abandonar um modo anterior ou infantil de viver e, por meio de ritos próprios, marcar a passagem para uma nova forma de ser e de existir no mundo, agora como adulto. A iniciação vem sempre acompanhada de uma característica que especifica a natureza daquele trânsito: biológica, ao simbolizar as situações fundamentais da vida; social, ao introduzir os jovens na vida adulta de um determinado grupo; religiosa, ao configurar a nova personalidade à divindade.
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Iniciação cristã: itinerário de fé que começa no catecumenato e culmina na participação do mistério da fé celebrado nos sacramentos do batismo, confirmação e eucaristia na vigília pascal. Esses sacramentos configuram à morte e ressurreição de Cristo pelo dom do Espírito e conduzem os fiéis à sua plena estatura em Cristo. Ser iniciado é ser iluminado com o dom da fé para reconhecer a atuação salvífica do Senhor nos sinais sacramentais que levam à participação no mistério trinitário de salvação, conseqüentemente produzem a transformação da natureza humana.
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Mistagogia: (grego: mist, que indica mistério, o oculto; agein, conduzir, guiar). Refere-se a tudo o que ajuda a conduzir ao mistério. A Igreja dedica os cinqüenta dias do tempo pascal para o aprofundamento, a inteligência do mistério experienciado na vigília pascal, que culmina em Pentecostes. O ingresso na realidade sacramental cristã tomada como participação na vida de Cristo encontrará o seu acabamento nesse tempo. É considerado o último tempo da iniciação, está marcado pela freqüência às missas próprias pelos neófitos nesses domingos. Esses irão acorrer junto à comunidade para reforçar seus laços, sentir-se membros participantes. Esta etapa tem a finalidade de engajar na comunidade dos fiéis os padrinhos dos neófitos, aqueles que vêm acompanhar, com afeto e amizade, seus primeiros passos.
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Mistério: (grego: myo, fechar, ocultar). Plano salvífico de Deus de salvar o mundo em Cristo Jesus. Refere-se a tudo o que Cristo representa como objeto de um desígnio oculto em Deus desde toda a eternidade, revelado na Igreja e confiado aos apóstolos para que o anunciem e o tornem realidade nos crentes (cf. Ef 3,3-9; Cl 1,26-27; 2,2-3; 4,3).
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Neófito: aquele que foi recém-iluminado com a luz da fé recebida no sacramento do batismo.
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Regeneração: a graça do batismo justifica o ser humano, porque o leva a participar sacramentalmente da justiça cumprida por Cristo na cruz. Por isso o leva a renascer para uma vida de natureza superior. Ser regenerado significa participar na imagem da ressurreição de Cristo, que nos dá a graça da vida. A regeneração, como obra da graça comunicada pelo Espírito, faz-nos viver numa outra ordem de natureza, porque somente o Espírito é capaz de contrariar a ordem natural e recriar.
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Renúncia: ato de renegar o pecado e suas manifestações, ou então, o demônio, autor e princípio do pecado, suas obras e seduções. Reveste-se, por isso, de um caráter de proclamação da própria adesão a Cristo. Na liturgia, está colocado imediatamente antes do ato batismal.
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Rito: conjunto de orações e gestos com uma finalidade pré-estabelecida.
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RICA – Ritual da Iniciação Cristã de Adultos: promulgado em 6 de janeiro de 1972. Praticamente, até o século V vigorou o batismo de adultos na Igreja, depois predominou o batismo de crianças, mas foi conservado o ritual do batismo de adultos adaptado às crianças e, aos poucos, o esquema catecumenal caiu no esquecimento. O Concílio Vaticano II, tomando por referência as culturas que possuem um conjunto de ritos que marcam a iniciação do indivíduo no grupo social, restaurou os ritos de iniciação cristã com o objetivo de promover a interação do anúncio com a celebração e a vivência da fé. Este Ritual apresenta o itinerário de preparação catecumenal, a ordem teológica dos três sacramentos — batismo, confirmação e eucaristia, celebrados na vigília pascal — e o tempo da mistagogia.
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Sacramentário: livro de orações para uso litúrgico composto, primeiramente, no século VI. É importante porque o conteúdo do formulário oracional estabelece a norma da fé cristã e a tradição da Igreja.
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Sacramentário gelasiano: primeiro sacramentário, organizado em torno do século VII. Seus originais encontram-se na Biblioteca Vaticana Reginensis latinus 316. Este sacramentário nada tem a ver com o papa Gelásio: seus autores e utilizadores foram os presbíteros romanos. Quer servir à liturgia das paróquias romanas. Abrange o ano litúrgico inteiro, tem separado o santoral do próprio do tempo. Os textos que ainda hoje usamos na liturgia romana, em grande parte, têm origem nesta antiga tradição.
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