Este número está centrado na pessoa de Jesus Cristo e quem nos leva até Ele é a sua Mãe Santíssima. Diziam os antigos: “a Jesus por Maria”. Convido o leitor a pensar em Maria na sua relação com Jesus, como mãe-educadora e discípula. Por isso mesmo não exaltaremos os privilégios dela em vista de ser a Mãe do Salvador. Mas torna-se muito mais interessante aprofundar sua peregrinação na fé que a fez passar da condição de Mãe para a de primeira discípula de seu Filho.

Na seção “Anunciar”, sob a colaboração de Dom Édson de Castro Homem, apresentamos os dogmas de fé que fazem parte da órbita de Maria como: Mãe de Deus, Conceição Imaculada, Assunção e sempre Virgem. O mesmo autor também nos conta a maravilhosa história da Virgem Aparecida, Padroeira do Brasil e as consequências em nossa terra do achado de uma imagem dividida, negra e milagrosa.

A metodologia catequética mariana nos leva a centrar-nos na mensagem de Maria orientada para o mistério de Cristo; sob esta luz a atuação exemplar da Virgem conduz a Cristo todos os seus devotos.

Contemplar os mistérios da Mãe de Deus nos devolve a esperança de reconquistar a inspiração primeira de pertencermos à Igreja que acolhe, protege, consola e anima nossa esperança e revigora nossa missão. O Documento de Aparecida, n. 268, apresenta o traço essencial da Mãe de Jesus que congrega a Igreja. Sua missão foi selada na cruz, ao ser levada para a casa do discípulo como mãe da nova comunidade nascente.

“Como na família humana, a Igreja-família é gerada ao redor de uma mãe, que confere ‘alma’ e ternura à convivência familiar. Maria, Mãe da Igreja, além de modelo e paradigma da humanidade, é artífice de comunhão. Um dos eventos fundamentais da Igreja é quando o ‘sim’ brotou de Maria. Ela atrai multidões à comunhão com Jesus e sua Igreja, como experimentamos muitas vezes nos santuários marianos. Por isso, como a Virgem Maria, a Igreja é mãe. Esta visão mariana da Igreja é o melhor remédio para uma Igreja meramente funcional ou burocrática”.