Cuidados a se tomar com a catequese com adultos

Antonio Francisco Lelo

Qualquer que seja a condição intelectual, cultural ou econômica dos catequizandos, sempre são pessoas que têm grande experiência de vida, capazes de pensar e discernir. O catequista deve saber dialogar, escutar, “sentir”. Não dar respostas prontas, mas buscar, com o outro, alguma luz para suas dúvidas, perguntas e problemas. Nunca assumir atitude de “professor”, do tipo que sabe dar uma resposta simples e fácil. Por outro lado, é necessário que tenha uma rica experiência para partilhar. Tudo depende de como isso é colocado em comum. E não se pode esquecer de que ambas as partes têm riquezas a partilhar. É um mútuo crescimento que pode criar grandes laços de fraternidade.

Precisa-se criar um ambiente de “comunidade”, onde todos se sintam bem. O próprio encontro seja uma experiência do que é comunidade eclesial. Os participantes se conheçam, se estimulem, e procurem juntos aprofundar a fé, rezar com a Palavra de Deus, ser solidários, sabendo partilhar e ajudar-se mutuamente. Que seja um ambiente alegre, onde todos se sintam bem, aceitos e valorizados.

A catequese, quando bem trabalhada e vivenciada, desperta no coração o desejo de Deus, sua busca e contemplação. Ela tem suas raízes na revelação cristã. Portanto, a catequese deve tomar como modelo a pedagogia de Jesus. Seu jeito simples de ser e viver. Um agir que nos convida a nos colocarmos no seu seguimento e a nos empenhar na comunidade como seus discípulos e discípulas missionários. Daí a prioridade da catequese com adultos para que eles sejam os discípulos missionários de Cristo, que ajudarão a levar o anúncio a todas as nações em cumprimento à ordem do Cristo Ressuscitado: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos… ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19-20).