No itinerário catequético eucarístico vale a pena lançar mão da mistagogia dos sinais que compõem a celebração eucarística, sempre com a finalidade de ressaltar o sentido histórico-salvífico de que são portadores. A catequese destes sinais os elevam à categoria de símbolos, pois, estes passam a significar mais do que apresentam imediatamente aos nossos olhos. A Palavra de Deus ressignifica cada um deles e os situa na linha do tempo, com a função de proporcionar a salvação de Deus para nós.

Daí a importância de o catequista revelar a graça que estes símbolos encerram e com os quais os catequizandos terão contato direto durante a sua vida inteira. Elencamos alguns:

●         o espaço litúrgico: nave (assembleia reunida), presbitério (ministro que preside na pessoa de Cristo), altar, ambão, batistério, cadeira presidencial, evangeliário, cruz.

●         os elementos: água, luz, óleo, pão, vinho.

●         os gestos: imposição de mãos, abraço da paz, beijo, acolhida, fração do pão.

●         as posturas do corpo: ajoelhar-se, sentar-se, caminhar.

●         as atitudes: dar graças, escutar atentamente, cantar, pedir perdão, sentar-se à mesa.

Cada um destes citados merece uma catequese própria, com fundamentação bíblica, aplicação litúrgica e consequente atitude vivencial. Por si mesmos, já dão origem a uma catequese que se abre para a experiência da celebração litúrgica. Notemos como nossos itinerários ignoram esses elementos fundamentais para unirmos as dimensões do anúncio e da celebração do mistério da fé.

Vamos transitar com familiaridade nesta área, assim como trabalhamos com o Evangelho. Apropriemo-nos da metodologia litúrgica, porque sempre tratamos do mesmo e único mistério da fé.