Apresentação da Virgem Maria na catequese –

Como cristãos manifestamos nossa fé e nosso carinho para com a Santa Mãe de Deus e nossa. Primeiramente exaltamos sua colaboração na obra da salvação como Virgem prudente que acolheu o Espírito de Deus em si mesma com generosidade e prontidão, dizendo Sim à inusitada proposta do Anjo de ser a Mãe do Salvador.

A atuação de Maria Santíssima relacionada com os mistérios da vida de Cristo constitui a dimensão decisiva da catequese mariana para o catequista deter a sua atenção e esmiuçar para os catequizandos. Assim como ela se expressou em Caná quando faltou vinho para as bodas: “Fazei tudo o que ele (Cristo) vos disser”, a missão da Virgem somente encontra sentido e razão à luz do mistério de Cristo. Isto é notório na vida de Maria quando se abre e acolhe o projeto do Pai na Anunciação, durante a infância de Jesus quando o educou nas práticas religiosas do seu povo e principalmente na leitura da Lei, dos Profetas e dos Escritos.

“Do alto da cruz, Jesus Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria […] Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a se experimentarem como família, a família de Deus” (Documento de Aparecida, n. 267).

Os encontros catequéticos sobre a Mãe de Jesus devem ser organizados de tal maneira que condigam com a Sagrada Escritura, dela de alguma forma derivem e para ela encaminhem os textos, reflexão, propósitos e orações. Os próprios detalhes sobre algumas aparições da Virgem devem ser relacionados ou ceder lugar à leitura bíblica com o objetivo de alimentar e elucidar o mistério de Cristo.

De acordo com o espírito do Concílio Vaticano II, é deplorável e inadmissível, tanto no conteúdo quanto na forma, manifestações cultuais e devocionais meramente exteriores, bem como expressões devocionais sentimentalistas estéreis e passageiras. Tudo o que é “lendário ou falso” deve ser banido do culto mariano (Marialis Cultus, n. 38). “[…] a finalidade última do culto à bem-aventurada Virgem Maria é glorificar a Deus e levar os cristãos a aplicarem-se numa vida absolutamente conforme a sua vontade” (idem, n. 39).